TRE-BA abre urna eletrônica e reforça transparência e segurança do sistema de votação

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizou, na segunda-feira (3/8), a abertura da urna eletrônica ao público, em uma iniciativa inédita, promovida simultaneamente por todos os TREs do país. A atividade integra a programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, coordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e teve como objetivo ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento do equipamento, esclarecer dúvidas e fortalecer a confiança na segurança, na transparência e na auditabilidade do processo eleitoral.

Durante a apresentação, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação (STI) do TRE-BA, André Luiz Cavalcante, e o coordenador de Equipamentos e Suporte (COSUP) do Regional, Lívio Ara, demonstraram, de forma didática, a estrutura interna das Urnas Eletrônicas (UE 2020 e UE 2022), seus principais componentes, os mecanismos de segurança e os procedimentos de fiscalização adotados pela Justiça Eleitoral. Também foram exibidos o processo de preparação dos equipamentos, a emissão da zerésima, o Boletim de Urna (BU), as auditorias e outros instrumentos que garantem a integridade e a transparência do pleito.

Ao destacar a importância da iniciativa, Cavalcante ressaltou que a ação busca aproximar a sociedade do sistema eletrônico de votação. “Estamos iniciando a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação com uma ação pioneira para aproximar a sociedade da urna eletrônica e fortalecer a confiança no processo eleitoral, permitindo que a sociedade conheça a urna por dentro, entenda seus componentes e saiba qual é a função de cada um deles”, explicou.

O secretário também reforçou que a transparência é um dos pilares do sistema. “É importante destacar que a urna eletrônica não é uma ‘caixa-preta’. Mesmo com o equipamento desmontado, todos os mecanismos de segurança permanecem preservados. O sigilo do voto e a integridade do sistema são garantidos por diversas camadas de proteção tecnológica, impedindo qualquer alteração dos votos, dos votantes ou violação do processo eleitoral”, frisou André Luiz Cavalcante.

Para o coordenador de Tecnologia da Informação do MPF na Bahia, Silvio Santana, iniciativas como essa contribuem para ampliar o conhecimento da população e intensificar a credibilidade das eleições.”A atividade permite que profissionais da área, jornalistas e cidadãos conheçam de perto como funciona o sistema eletrônico de votação e compreendam o alto nível de tecnologia empregado em sua construção. A urna eletrônica representa uma grande evolução para o processo democrático brasileiro. É um projeto robusto, desenvolvido com diversas camadas de segurança e que transmite confiança. Quando a população conhece o sistema por dentro, fortalece ainda mais a transparência e a credibilidade das eleições”, pontuou.

A urna por dentro
Encarregado pela exposição da urna por dentro, o coordenador de Equipamentos e Suporte (COSUP) do Tribunal, Lívio Ara, explicou que a urna eletrônica possui uma arquitetura semelhante a um computador, porém incorpora mecanismos exclusivos de segurança desenvolvidos pela JE. Segundo ele, o equipamento conta com um Módulo de Segurança (MSE), responsável por armazenar chaves criptográficas e certificados digitais que garantem a autenticidade da urna e permitem a execução apenas de programas oficiais desenvolvidos e assinados pela Justiça Eleitoral.

O servidor explicou ainda que todas as informações gravadas na urna, como programas, cadastro de eleitores(as) e dados dos(as) candidatos(as), são assinadas digitalmente e criptografadas, tornando qualquer tentativa de alteração imediatamente identificável.

Outro aspecto destacado pelo coordenador de Equipamentos e Suporte (COSUP) do Tribunal foi o fato de a urna eletrônica não possuir conexão com a internet. “O equipamento opera de forma totalmente isolada, sem Wi-Fi, Bluetooth ou qualquer outro tipo de comunicação em rede durante a votação. A carga dos programas e a transmissão dos resultados são realizadas, exclusivamente, por meio de mídias específicas, preparadas e controladas pela Justiça Eleitoral, eliminando a possibilidade de invasões remotas”, ressaltou Lívio Ara.

Ara ressaltou que o sistema conta com mecanismos públicos de auditoria. “Antes do início da votação é emitida a zerésima, documento que comprova a inexistência de votos registrados na urna. Ao final da eleição, o equipamento imprime o Boletim de Urna (BU), documento público que apresenta o comparecimento do eleitorado e a votação obtida por cada candidato(a), permitindo a conferência dos resultados por partidos, candidatos(as), fiscais e cidadãos(ãs), ampliando a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral”, salientou o coordenador da COSUP.

O evento reuniu também profissionais da imprensa e servidores(as) da Justiça Eleitoral (JE).

A Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação prossegue até sexta-feira (7/8) com ações voltadas à educação eleitoral e ao esclarecimento da população sobre o funcionamento e a segurança da urna eletrônica. Dentre as atividades programadas estão o “Treinamento de Eleitor”, realizado em todo o estado, no qual eleitoras e eleitores recebem orientações de servidores e servidoras do TRE-BA sobre o uso da urna eletrônica no momento da votação, e a exposição ‘Floresta da Urna Eletrônica – 30 Anos de Democracia Digital’, que acontece até o dia 7 de agosto na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Fonte: ASCOM TRE-BA

Divulgação TRE-BA
foto Divulgação TRE-BA
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