Marinha dos EUA destrói nova embarcação no Caribe e deixa três mortos

A operação foi realizada em uma rota que o Comando Sul dos Estados Unidos (SouthCom) identificou como sendo habitualmente utilizada pelo crime organizado em águas internacionais do Mar do Caribe, de acordo com uma publicação em sua conta oficial na rede social X.

A morte dessas três pessoas soma-se a cerca de 140 mortos e aproximadamente 40 embarcações destruídas durante atividades militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe e no Pacífico, entre agosto de 2025 e o momento atual.

Ao longo desta semana, o Comando Sul, sob as ordens do novo comandante da força, Francis Donovan, realizou três ataques, intensificando as operações na região.

A administração do presidente Donald Trump nunca apresentou provas concretas que comprovassem que os navios atingidos estavam de fato envolvidos com o tráfico. Além disso, a execução sumária dos ocupantes das embarcações atacadas viola diversas leis norte-americanas e internacionais.

A legalidade da campanha — que, no discurso oficial da Casa Branca, tem como alvo os cartéis que abastecem o tráfico de drogas nos Estados Unidos — tem gerado debate em todo o mundo, inclusive entre a classe política norte-americana.

Especialistas e representantes das Nações Unidas denunciaram as execuções extrajudiciais.

Também sob o argumento de combate aos cartéis de drogas, forças norte-americanas capturaram e transferiram de Caracas para Nova Iorque o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, no último dia 3 de janeiro.

O casal agora responderá perante um tribunal em Nova Iorque a acusações da Justiça norte-americana por “narcoterrorismo” e importação de “toneladas de cocaína”. Ambos se declararam inocentes em uma primeira audiência e devem comparecer novamente ao tribunal no próximo dia 17 de março.

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