Um mutirão de cirurgias de catarata realizado em uma clínica particular no município de Irecê, no interior da Bahia, terminou em tragédia. Pelo menos 10 pacientes ficaram cegos após os procedimentos realizados entre os dias 28 de fevereiro e 1º de março deste ano, no Centro de Especialidades Odonto – Médicas (CEOM).
A clínica realizou 643 procedimentos em apenas 48 horas, o que levantou questionamentos sobre a segurança e a qualidade do atendimento. A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na clínica, e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) identificou irregularidades no armazenamento de medicamentos.
Os pacientes relatam dores persistentes e medo de sequelas irreversíveis, e criticam a assistência oferecida pela clínica. A crise elevou a pressão sobre as autoridades sanitárias e o sistema judiciário, que são cobrados a tomar medidas mais enérgicas.
A clínica CEOM confirmou as “intercorrências”, mas alega que estas ocorreram após procedimentos de terapia antiangiogênica e que está oferecendo suporte total aos afetados. No entanto, a situação continua a ser um drama para os pacientes e suas famílias.









