O Ministério Público Eleitoral está se mobilizando para impedir que candidatos ligados a facções criminosas sejam eleitos em 2026. Para isso, uma rede de inteligência foi criada para identificar candidatos financiados pelo crime organizado ou com campanhas influenciadas por esses grupos.
O procurador-geral Paulo Gonet destacou que o combate à interferência de milícias é uma prioridade, juntamente com ações contra a violência política de gênero e o uso indevido de inteligência artificial.
Um grupo de trabalho está mapeando informações sobre organizações criminosas e acompanhando decisões do TSE para detectar a infiltração desses grupos no processo eleitoral. O objetivo é manter a proibição de candidaturas ligadas a grupos criminosos, como decidido pelo TSE em 2025.
A equipe de procuradores trabalhará até 2027 para garantir que candidatos ligados ao crime não sejam eleitos. Se necessário, o MP Eleitoral pedirá a cassação de mandatos.
Gonet enfatizou que a presença de facções e milícias na política compromete o Estado democrático de Direito e que é fundamental evitar esse cenário. A interferência das facções é a maior preocupação da PGR e do TSE, superando a disseminação de fake news.









