Secretário diz que paralisação prejudica alunos e defende manutenção do diálogo com professores

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Em meio à tentativa de paralisação liderada pela APLB-Sindicato e por professores nesta quinta-feira, 13, a Prefeitura de Feira de Santana reforçou que as aulas seguem normalmente e que o canal de negociação com a categoria permanece aberto.

O secretário municipal de Educação e vice-prefeito, Pablo Roberto, argumentou que interromper as aulas neste momento do ano letivo traz prejuízos diretos para os estudantes.

“Já passamos do meio do ano e estamos caminhando para a reta final do ano letivo. Cada dia que crianças e adolescentes ficam fora da sala de aula há um prejuízo no desenvolvimento educacional”, afirmou.

Segundo a gestão, essa é a terceira mobilização do tipo articulada pela APLB nos últimos meses. Para o secretário, a prioridade agora é assegurar a presença dos alunos em sala.

Investimentos e resultados na rede

Pablo Roberto citou uma série de ações que, de acordo com a Prefeitura, têm sido implementadas para fortalecer a educação municipal. Entre elas estão valorização dos servidores, novas contratações de professores, aporte em tecnologia e inovação, além de reformas e melhorias na estrutura das escolas.

O secretário também associou essas medidas ao desempenho da rede. Feira de Santana registrou alta no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, nas últimas avaliações.

“Tudo isso é fruto de muito trabalho, não apenas da gestão, mas também da rede, dos professores, dos coordenadores e dos diretores”, destacou.

Mesa de negociação segue ativa

A administração municipal informou que uma comissão foi instituída pelo prefeito para tratar das pautas apresentadas pelos profissionais da educação.

“Nós estamos negociando, discutindo, debatendo e eu espero contar com sensibilidade”, disse o secretário, ao comentar que avalia como inadequado deflagrar paralisação enquanto as conversas não foram concluídas.

De acordo com Pablo Roberto, alguns pleitos da categoria já foram atendidos. Outros, porém, esbarram no orçamento. O principal ponto ainda em debate é o cumprimento integral da tabela salarial.

“É o mais delicado porque envolve um volume de recursos muito grande que a Prefeitura, nesse momento, não tem. Então estamos negociando, buscando alternativa para sair desse impasse”, explicou.

O secretário também ressaltou a frequência dos encontros com os representantes sindicais. Segundo ele, as reuniões ocorrem com regularidade e, em alguns casos, até sem agendamento prévio.

“Nunca um secretário recebeu tantas vezes, muitas vezes, inclusive sem marcar. Me liga, está aqui próximo, passa aqui, a gente conversa”, relatou.

A Prefeitura afirma que vai manter a mesa de negociação aberta até chegar a uma resposta definitiva às reivindicações.

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