Sindicato dos Metalúrgicos de Feira de Santana celebra fim da escala 6×1 após anos de mobilização em Brasília

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Feira de Santana e Região (STIM) comemorou a aprovação, em segundo turno, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil, nesta quarta-feira (14). A decisão representa um avanço em uma reivindicação histórica do movimento sindical, que há décadas luta pela redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários.

Braço da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Feira de Santana, o STIM participou ativamente dessa luta, com mobilizações, viagens a Brasília e articulações em defesa de melhores condições de trabalho. Sob a presidência de Thiago Azevedo, a entidade manteve a redução da jornada entre suas principais bandeiras, levando o debate aos trabalhadores da categoria e fortalecendo a mobilização nacional.

O diretor sindical Fábio Souza destacou o caráter histórico da medida e a participação dos metalúrgicos de Feira de Santana nessa conquista.

“É uma luta histórica do movimento sindical. A gente vem há anos lutando por essa redução. Aqui em Feira de Santana, nós, que somos do ramo dos metalúrgicos, também encampamos essa disputa, esse diálogo, porque dá mais qualidade de vida aos trabalhadores”, afirmou.

A proposta prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, atualmente limitada a 44 horas, até chegar a 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana e sem redução salarial.

Para o STIM, os benefícios vão além da reorganização das jornadas. A mudança representa mais tempo para a convivência familiar, o lazer, os estudos e o descanso, especialmente para trabalhadores que enfrentam rotinas exaustivas.

Fábio Souza também ressaltou que a redução da jornada já é uma realidade em parte das empresas metalúrgicas da região. Segundo o dirigente, existem trabalhadores da categoria que cumprem jornadas de 38 horas semanais, demonstrando que modelos de organização do trabalho com carga horária inferior a 44 horas já são praticados no setor.

O sindicalista avalia que a implementação gradual permitirá a adaptação das empresas e poderá contribuir para reduzir o desgaste físico dos profissionais, inclusive daqueles que realizam horas extras com frequência. Em relação às preocupações apresentadas por setores empresariais sobre possíveis impactos econômicos, Fábio defende que experiências internacionais e modelos já adotados em algumas indústrias demonstram a possibilidade de reorganizar a jornada de trabalho.

O sindicato entende que a aprovação da PEC reafirma a importância da organização coletiva e da atuação das entidades sindicais na conquista de direitos. Depois de anos de mobilização, o Fábio considera a medida um passo importante para garantir que os trabalhadores tenham mais tempo para descansar, conviver com suas famílias e viver para além do ambiente de trabalho.

Foto: Divulgação
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