A falta de profissionais, materiais e manutenção no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS Osvaldo Brasileiro Franco), em Feira de Santana, foi tema de pronunciamento da vereadora, Eremita Mota, durante a sessão da Câmara Municipal, realizada, ontem (11). Segundo a vereadora, mães de crianças e adolescentes atendidos pela unidade têm relatado dificuldades no acesso aos serviços e apontado problemas na estrutura do local. O CAPS Infantil está localizado, na Rua Alameda das Pedras, no bairro Olhos D’Água, próximo à Arena Senador.
Eremita afirmou ter recebido relatos de mães sobre a quantidade insuficiente de profissionais. De acordo com ela, uma das denúncias aponta que apenas uma assistente social estaria realizando atendimentos na unidade. “O CAPS atende crianças de até 17 anos, que sofrem de transtornos mentais. A maioria das pessoas que têm filhos com transtornos acessa esses CAPS. Eu já tinha conhecimento da falta de atendimento, material e profissionais para atender. Muitas mães denunciaram e disseram que só tem uma assistente social atendendo. Eu passo pela frente do local todos os dias e sempre observo que está com mato alto e sem suporte apropriado para atender essas crianças. Quando inaugurou, tinha papel, o sanitário funcionava, não tinha sujeira. Então, precisávamos ter esse CAPS a contento da população.”
A parlamentar destacou o caso de uma mãe que teria procurado a Câmara Municipal levando fotos, vídeos e documentos relacionados ao atendimento do filho.
“Diante de todas as mães que me procuram, inclusive, apareceu uma mãe aqui, na Câmara, com fotos, vídeos e papéis do atendimento, que não foi dado ao filho dela. Ela contou que só uma assistente social a ouviu, sendo que ela já tinha vindo do Hospital Especializado Colônia, que fez o atendimento de emergência para o filho dela e o encaminhou para o CAPS, que é o local para dar o atendimento adequado. Mas, disseram para essa mãe que não havia psicólogos, psiquiatras e profissionais para atender. Mandaram retornar, no dia 28 de outubro. Para uma criança em crise?”, questionou.
Eremita afirmou que acolheu a mãe e levou a situação ao plenário da Câmara por considerar o caso grave. A vereadora também apelou aos demais parlamentares para que o poder público busque medidas destinadas a solucionar os problemas relatados no atendimento do CAPS Infantil.





