Durante a sessão ordinária desta terça-feira (4), que marcou a retomada das atividades legislativas da Câmara Municipal de Feira de Santana após o recesso parlamentar, a vereadora Lú de Ronny chamou atenção para os desafios enfrentados no atendimento a pacientes com transtornos mentais na rede pública de saúde.
Enfermeira de profissão, a vereadora afirmou que tem acompanhado a situação em visitas a Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas do município. Segundo ela, profissionais dessas unidades relataram dificuldades para encaminhar pacientes que chegam em crise.
“Eu enquanto vereadora, enfermeira, eu tenho me preocupado bastante com a questão da saúde mental, mesmo porque é algo que não preocupa só a mim, como legisladora, mas toda a população, principalmente, aquelas pessoas que tem na sua casa pacientes e que às vezes não sabem como conduzir. Conversando e visitando algumas UPAs e Policlínicas, os funcionários informaram que existem muitos pacientes chegando em surto e existe essa grande dificuldade de não saber onde encaminhar esses pacientes. A preocupação é, esses pacientes adentram a unidade, é acolhido, toma medicação venosa e é liberado, mas o problema não foi tratado. Um paciente nesse estado precisa de um atendimento multidisciplinar, de psiquiatra, de psicólogo, de terapia, para que venha ter um resultado satisfatório”, diz.
Lú de Ronny destaca ainda a importância de oferecer suporte aos profissionais de saúde responsáveis pelo acolhimento desses pacientes.
“Os funcionários dessas unidades de saúde estão realmente preparados psicologicamente? Pois precisamos estar equilibrados psicologicamente para atender. Cada paciente que chega traz determinadas situações sistêmicas e precisa ser visto de forma holística, mas esse paciente é tratado por um ser humano e que precisa também estar gozando de uma boa saúde mental para acolher esse paciente. A minha preocupação também se estende para esses funcionários. Já levei para Rodrigo Mattos, secretário de saúde e ele está fazendo um projeto em cima disso, porque nós estamos vivendo hoje um mundo adoecido”.






