Bancários de Feira de Santana participaram, na terça-feira (17), do Dia Nacional de Luta contra demissões e o fechamento de agências dos bancos Bradesco e Itaú. A mobilização ocorreu em frente a unidades localizadas na Rua Conselheiro Franco, no centro da cidade.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Eritan Machado, o ato teve como objetivo chamar a atenção para o fechamento de agências e a redução do quadro de funcionários, mesmo diante de resultados financeiros positivos das instituições.
“Nós realizamos essa manifestação, tanto no Bradesco, quanto no Itaú, onde os bancários estão submetidos ao longo dos anos e que para a gente é um contrassenso, pois essas instituições financeiras têm batido recorde de lucros, mas em contrapartida, tem fechado agências e demitido funcionários. Em Feira de Santana, por exemplo, o banco Bradesco fechou a agência da avenida João Durval, o que prejudicou toda aquela região ali. O banco Itaú, também fechou duas agências nos últimos três anos, a da Presidente Dutra e a da Maria Quitéria. Obviamente que essas ações prejudicam os comerciantes, os consumidores, sobretudo, prejudicam os funcionários, que muitas vezes são demitidos e os que sobram, ficam sobrecarregados e adoecem”.
Segundo o líder sindical, o fechamento de agências dos bancos Bradesco e Itaú impactam comerciantes, clientes e trabalhadores locais.
“Atuamos em diversas frentes, fazemos a negociação com a direção dos bancos, aqui nessas manifestações, o nosso objetivo é levar esclarecimento para opinião pública. Nós também atuamos na via judiciária, realizando denúncias, tanto no Procon, quanto no Ministério Público do Trabalho, além de fazermos o debate político na Câmara de Vereadores e demais esferas do legislativo. Nosso principal objetivo é levar dignidade aos trabalhadores, clientes e consumidores. Eles alegam mudança de perfil dos clientes, mas se observamos bem, sempre há demanda, pois em qualquer agência bancária o cliente espera, no mínimo, 30 minutos a 1 hora para o atendimento, desobedecendo a lei dos 15 minutos. Nosso papel é cobrar o cumprimento da lei e levar esclarecimento a população”, diz.
Eritan disse ainda que o Sindicato atua em diferentes frentes, incluindo negociações com as instituições financeiras, manifestações públicas e encaminhamento de denúncias a órgãos como o Ministério Público do Trabalho e o Procon.
Por Folha do Estado









