Mulheres em Movimento: documentadas

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A Edição dedicada a visibilidade Lésbica realizada pelo Editorial Mulheres em Movimento será concluída amanhã. Ela tem uma importante dimensão histórica pois – pela primeira vez – apresentou nos domingos de Agosto, histórias de pessoas que integram um grupo social que, historicamente, tem sofrido com estereótipos negativos, e que quase sempre é noticiado sob o ponto de vista das violências – que, inclusive, lhes vitima em grande número. Mas, a despeito desses índices alarmantes, a nossa perspectiva é notabilizar as trajetórias, proposições, lutas e superações de Protagonistas que são Mulheres que amam Mulheres.

E, neste dia em que nacionalmente é celebrada a visibilidade Lésbica – contrapondo-nos ao que está posto – não falaremos do trágico, apesar de muitas vezes ser essa a tônica na vida das Mulheres que compõem a Comunidade LBT+. Destacamos o Projeto Documentadas – que existe para registrar as histórias de amor afetivo-sexuais entre Mulheres – idealizado e realizado pela Jornalista catarinense Fernanda Piccolo: “meu trabalho sempre foi fotografar na rua, as pessoas, em eventos culturais e atos políticos”.

Até o momento, @documentadas já registrou a história de 500 casais e, além disso, oferece serviços nas áreas da Educação e Saúde Mental à preços acessíveis, a partir da parceria com Profissionais que também são “mulheres sáficas” e atendem especificamente à mulheres da Comunidade LBT+. O Doc Educa disponibiliza Cursos dos idiomas Inglês, Espanhol, Francês, Coreano e Polonês. Já o Apoio Psicológico, que conta com a atuação de 27 Psicólogas, em atendimento online semanal ou quinzenal – pode ser acessado mediante o preenchimento de formulário.

A principal motivação da realizadora é a constatação da ausência de registros históricos que apontem a existência de “casais sáficos”. Ela nos diz, “se a gente não for documentada agora, quais registros vamos ter no futuro? Se a gente pegasse a máquina do tempo agora e fosse pra 1630, a gente ia ver uma mulher lésbica lá, a gente ia ver um casal lá, só que a gente acha que não tinha porque eles não foram documentados. E aí, se uma mulher tiver em 2326, ela vai achar que em 2026 tinha só as famosas?

 

O ponto de convergência entre o nosso Editorial e o Projeto Documentadas é a compreensão de que o amor – em todas as nuances – também é um direito das mulheres que amam mulheres e, ambos, tem como objetivo lançar luz sobre aquilo que os preconceitos querem subalternizar e esconder. No caso da Protagonista de hoje, através do registro fotográfico e de sua publicação – no site www.documentadas.com.br – acompanhada de um texto elaborado a partir de entrevistas com os casais.

À título de informação, se você que está lendo desejar ter a sua história de amor registrada e publicada, entre em contato com @documentadas e conheça os pacotes que incluem e atendem às todas as classes sociais. Dito isso, também é preciso lhe informar que, em função dessa data simbólica e de maneira extraordinária, notabilizaremos duas Protagonistas. E, então, fica o convite para que você também conheça um pouco mais sobre a trajetória de vida de Adriana Barbosa – com certeza será uma boa inspiração!

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Paloma Santana é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.