A publicação de hoje encerra a Edição dedicada à visibilidade Lésbica, promovida pelo Editorial Mulheres em Movimento. Por aqui, nomes como Nildes Sena, Adriana Barbosa e o Projeto documentadas – idealizado pela Jornalista Fernanda Piccolo – foram Protagonistas durante o mês de Agosto. Para que ela acontecesse, contamos novamente com a parceria generosa do Editor Chefe deste Portal de Notícias – Amaury Júnior – que nos assegura a realização sem custos monetários e, de modo afirmativo, oportuniza a inserção de uma pauta necessária e tão delicada. À Heloísa França, Artista Visual que mais uma vez produziu as peças de divulgação, em meio às tantas ocupações que possui e, como sempre, com muita beleza. Gratidão às Mulheres selecionadas – que aceitaram participar e concederam entrevistas – pela confiança neste proposta que, à cada nova Edição se torna mais enraizada e alcança outros territórios. Por fim e tão importante quanto, à parceria estabelecida com a Amor de Cria e sua representante, Amanda de L. Ribeiro – responsável pela produção da entrevista e elaboração deste texto sobre ativista baiana, Bárbara Alves.
Neste dia em que está sendo realizada a IV Caminhada Lesbi de Salvador/BA – uma intervenção idealizada pela atual Protagonista e em parceria com outros núcleos – celebramos a vida e a luta de Bárbara Alves, que tem contribuído para transformar a cidade de Salvador/BA em um território de afirmação para as diversidades: “estamos sendo assassinadas, invisibilizadas, só porque gostamos de mulher. Precisamos dizer que existimos e que queremos nossos direitos garantidos”. Graduada em Administração com Habilitação em Marketing, desenvolve pesquisas sobre Lesbianidades, gênero feminino e políticas públicas, a partir de uma perspectiva anti-sexista, anti-racista e anti-lesbofóbica. Se auto identifica como lésbica, não-branca e periférica, e faz de sua própria existência um ato político.
Sua caminhada é marcada pelo compromisso com o coletivo, tendo integrado o grupo das Católicas pelo Direito de Decidir e da AJOBI – Associação de Mulheres e Homens. Atualemente, atua no Fórum Baiano LGBT representando o Coletivo LesbiBahia, sendo uma das Coordenadoras do Seminário Enlaçando Sexualidades e do projeto Pensamento Lésbico Contemporâneo, além de sua atuação com a Rede Semente, o Grupo de Pesquisa Enlace, LES, GIRA, Confoco e a Potência LésBi. Bárbara nos ensina que a visibilidade Lésbica “não é apenas ser vista, é ter direito ao trabalho digno, à saúde sem lesbofobia, à ocupação dos espaços de poder e ao afeto sem medo”. Inclusive, esta é uma das reinvindicações dos movimentos de mulheres em todo território nacional – sejam eles praticantes de sexualidades dissidentes ou não – qual seja, o respeito à seus corpos, decisões e presença em locais públicos, bem como, nos espaços domésticos onde acontecem grandes violações.
Aniversariante no último dia 28, é considerada um presente para as outras tantas que se irmanam e propõe a reconstituição de estruturas sociais desfavoráveis ao bem viver – sobretudo, para Mulheres – é considerada como uma importante referência de lutas e resistências tão celebradas neste mês em que a visiblidade Lésbica é tematizada. Neste dia 30 de agosto – um dia após ao dia nacional da visibilidade Lésbica – honramos sua trajetória vitoriosa, concordando com ela ao afirmar que quando uma “mulher lésbica periférica ocupa a universidade, a rua, a política e a pesquisa, ela abre caminho para todas nós”.
À você que nos acompanha desde o início do Editorial ou que nos encontrou nesta Edição especial, nossos agradecimentos. Saber de sua existência e contar com sua leitura atenciosa nos motiva à continuar apresentando histórias de vida de Mulheres extraordinárias e, tenha certeza, nos encontraremos mais rápido que imagina.
Viva saudável às Mulheres Lésbicas, que resistem!





