Atividade no comitê da candidata a deputada federal Elisângela Araújo integrou a programação do Agosto Lilás
O enfrentamento à violência contra as mulheres foi debatido em uma roda de conversa realizada na segunda-feira (31), no comitê da candidata a deputada federal Elisângela Araújo, em Feira de Santana. O encontro integrou as ações do Agosto Lilás, campanha nacional de prevenção e combate à violência doméstica e familiar.
A atividade reuniu lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais de bairros e distritos do município. Participaram Vera Verri, palestrante da roda, Conceição Borges, diretora do Movimento de Organização Comunitária (MOC), e Adriana Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF).
No debate, foram discutidos os desafios para prevenir a violência, a importância da rede de proteção e a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas às mulheres. As participantes também relataram experiências e demandas dos territórios onde atuam.
Ex-secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Elisângela destacou a necessidade de fortalecer ações preventivas. Ela citou a criação do projeto “Oxe, Me Respeite nas Escolas”, desenvolvido pelo Governo da Bahia por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres em parceria com a Secretaria da Educação e apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
A iniciativa leva para o ambiente escolar discussões sobre desigualdade de gênero, raça, diversidade, direitos humanos e consentimento, com oficinas, debates e atividades artísticas envolvendo estudantes, professores e gestores.
“Não podemos esperar que a violência aconteça para depois agir. Precisamos trabalhar a prevenção, a educação e a construção de uma cultura de respeito, para que meninas e mulheres saibam reconhecer seus direitos e tenham condições de romper com ciclos de violência”, afirmou Elisângela.
Ao final, as participantes defenderam a continuidade do debate para além de agosto. Para o grupo, a campanha amplia a visibilidade do tema, mas o enfrentamento exige políticas permanentes e uma rede de proteção mais próxima das mulheres dos bairros e distritos de Feira.






