Pacientes com fibromialgia passam a contar com um tratamento multidisciplinar garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após o anúncio das novas diretrizes governamentais. Entre as medidas está o planejamento estruturado que visa ampliar o acesso à ajuda qualificada e melhorar a vida de quem convive com a síndrome.
A cartilha prevê a capacitação de profissionais, e também um tratamento multidisciplinar, com fisioterapia, apoio psicológico e terapia ocupacional.
Em janeiro, a fibromialgia passou a ser reconhecida como deficiência e, através da classificação, pessoas com a condição passaram a ter direitos a acessar serviços garantidos por lei como:
Cotas em concursos públicos e seleções de emprego.
Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados.
Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial.
Benefício de Prestação Continuada (BPC), no caso de baixa renda.
Pensão por morte, em situações em que a incapacidade para o trabalho for comprovada.
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O que é fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome clínica que atinge de 2,5% a 5% da população brasileira. Ela é caracterizada por dores constantes por todo o corpo, sem qualquer ligação com lesões ou inflamações e, muitas vezes, está caracterizada por fadiga, alteração no sono e distúrbios cognitivos.
O diagnóstico é puramente clínico, com o paciente contando para o médico o que ele sente e o especialista reconhecendo os sintomas típicos da fibromialgia. Depois, é importante que se faça um bom exame físico, porque o paciente com fibromialgia pode ter outras doenças.
Não existem exames específicos para fibromialgia, portanto, o ideal é que o paciente procure um reumatologista para investigar a possibilidade, ou busque atendimento primário onde for possível, como uma Unidade Básica de Saúde.









