Após ocuparem sede da Seduc, professores da rede municipal ameaçam greve

Após ocuparem sede da Seduc, professores da rede municipal ameaçam greve

Professores da Rede Municipal de Feira de Santana ocuparam, na manhã desta terça-feira (24), a sede da Secretaria de Educação. A categoria paralisou as atividades, para pressionar o governo a cumprir a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

De acordo com a presidente da entidade, Marlede Oliveira, diante da falta de diálogo com o governo municipal, a categoria irá realizar na próxima quinta-feira (26), uma nova assembleia já com o indicativo de greve.

“Nós aguardamos o secretário de Educação, Pablo Roberto, mas ele não compareceu. Apenas informou que irá marcar uma audiência. O sentido da nossa vida aqui é para cobrar respostas à nossa pauta de 14 itens, que foi discutida com o Judiciário e homologada desde o dia 18 de agosto, como também já foi homologada pelo Tribunal de Justiça da Bahia. No entanto, apenas um item, concretamente, foi cumprido pelo governo, que foi a alteração de carga horária dos professores. Neste sentido, é importante salientar que queremos a resposta para os outros itens. Entre eles o mais importante é o cumprimento da nossa tabela salarial”, afirmou Marlede Oliveira.

Segundo a dirigente sindical, a perda salarial dos professores hoje chega até a 60%.

“No ano passado, Feira de Santana recebeu mais de R$ 500 milhões dos recursos do Fundeb, mas o município paga o pior salário da região, comparado com cidades como Santa Bárbara, Coração de Maria, Santo Estevão, e outros municípios vizinhos, que têm uma receita menor. Além disso, aqui em Feira faltam professores, auxiliares e a educação é privatizada”, denunciou.

Marlede afirmou que a assembleia ocorrerá, às 9h, na sede da APLB Sindicato, quando a categoria irá definir os rumos da mobilização.

“Vamos paralisar as atividades para dizer ao prefeito e a Pablo que a categoria precisa ser respeita e valorizada, e isso começa pelo salário. Temos piso garantido por lei, no entanto o governo municipal faz os acordos, assina e não cumpre.”

Foto: Divulgação Ascom