Uma operação da Polícia Federal contra a lavagem de dinheiro em postos de combustíveis prendeu, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União Brasil-RJ), e o delegado Marcus Amim, que já ocupou os cargos de secretário da Polícia Civil do Rio e presidente do Detran do estado.
Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio, com 197 mil votos. Seu nome chegou a ser indicado para o Senado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
A defesa de Canella afirmou que não teve acesso à decisão. A reportagem tenta localizar o advogado de Amim.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e é a oitava fase da Operação Unha e Carne, que já havia prendido Canella e Amim anteriormente.
Segundo a PF, a operação foi tema da reunião da cúpula do órgão com Moraes, no último dia 6, fora das agendas oficiais, o que causou desgastes internos no Supremo.
São cumpridos outros quatro mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
“O esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência Financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)”, diz a PF, em nota.
“Além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.”






