Vereador propõe projeto de educação alimentar nas escolas de Feira de Santana

O vereador Pedro Américo apresentou um Projeto de Lei (PL) que propõe a promoção da ambientação escolar por meio da educação alimentar e nutricional nas escolas municipais de Feira de Santana. A matéria está em segunda discussão na Câmara Municipal de Feira de Santana e deverá ser votada após três sessões, conforme solicitação do vereador José Carneiro, líder da bancada governista.

De acordo com o autor, a proposta busca implantar ações permanentes de educação alimentar e nutricional no ambiente escolar, incluindo diretrizes sobre a merenda oferecida aos estudantes.

“É um projeto que tem um impacto gigantesco para nossas crianças e adolescentes. Nós entendemos que nós adultos temos uma imensa dificuldade de modificar hábitos alimentares, costumes do ponto de vista do consumo. Sabemos que a maioria da população tem muita gente infartando, passando mal, tendo problemas de diabetes e isso é muito fruto também da alimentação. Temos uma alimentação que é muito baseada nos enlatados, processados, produtos com agrotóxicos. A gente vem de uma tradição de alta industrialização dos produtos alimentícios e isso faz com que a gente tenha muito mais problemas de saúde”.

O texto do PL estabelece orientações sobre alimentos permitidos e restrições a produtos considerados ultraprocessados, com alto teor de gordura hidrogenada, frituras e outros ingredientes associados a riscos à saúde.

“Olhando para o futuro, nós entendemos que a gente precisa, urgentemente, fazer uma política que seja transformadora desde a infância, que seja trabalhada a questão nutricional/alimentar, para que a criança possa comer alimentos saudáveis, que sejam nutritivos. O PL estabelece, desde o processo de instrução, quais são os alimentos proibidos, os necessários. É preciso ter um processo de educação permanente e criar esses hábitos na criança. Além do ponto de vista educacional, o alimentar, além da ressalva que, nos locais em que haja cantinas que vendem esses alimentos que são ultraprocessados e tenham gordura hidrogenada ou que sejam fritos, por exemplo, sejam coibidas”, defende.

Além do aspecto pedagógico e de saúde pública, o projeto menciona a intenção de priorizar a compra de alimentos oriundos da agricultura familiar para compor a merenda escolar.

“A criança além de absorver, ela ajuda a família, aos hábitos alimentares da sua casa. Então fazendo com que exista isso, a gente tem muitos ganhos. Além também de fazer com que produtos da agricultura familiar sejam comprados pela prefeitura, pelas empresas que fornecem os alimentos. Só tem vantagens em um projeto assim”.

Foto : Amaury JR