Conforme a Polícia Federal, Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan, é apontado como líder e beneficiário econômico de uma estrutura criminosa voltada à lavagem de capitais e ocultação de patrimônio.
O processo, em trâmite na 5ª Vara Federal de Santos, indica que o artista utilizaria empresas do ramo musical e de entretenimento para mesclar receitas lícitas com recursos oriundos de apostas ilegais e rifas digitais.
A investigação aponta a criação de mecanismos para blindagem patrimonial, com transferência de participações societárias para familiares e interpostas pessoas. Uma rede de operadores financeiros seria usada para desvincular o investigado dos valores ilícitos.
Após a dissimulação da origem, os recursos seriam reinseridos na economia formal mediante aquisição de imóveis de alto padrão, veículos, joias e outros ativos de valor elevado.
O contador Rodrigo de Paula Morgado, preso na Operação Narco Bet em outubro de 2025, é descrito como operador-chave do grupo, responsável por transferências e proteção patrimonial. Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze, figura como vinculado a empresas ligadas à movimentação dos recursos.
Ambos os músicos foram presos nesta quarta-feira (15) na Operação Narco Fluxo. O esquema teria movimentado R$ 1,63 bilhão, segundo a PF. Houve ainda medidas de constrição patrimonial e restrições societárias.
A defesa de Poze declarou desconhecer o conteúdo do mandado e que se manifestará após acesso. A defesa de Ryan alegou impossibilidade de manifestação por não ter acesso ao procedimento sigiloso, destacando a integridade do artista e a regularidade fiscal dos valores.
A operação cumpre 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.









