A pressão nas redes pelo fim da escala 6×1 explodiu em momentos-chave no Congresso. Levantamento da 2L Digital registrou mais de 220 mil publicações entre 1º de março e 24 de maio em plataformas como X, Instagram e TikTok.
Do total, 68% tiveram tom negativo, mirando parlamentares que defendem manter a escala atual. Só 10% foram positivas. O Congresso é visto nas redes como principal obstáculo à pauta.
A Câmara aprovou a PEC em 27 de maio. O texto reduz a jornada de 44h para 42h em 60 dias e para 40h em 2027, criando a escala 5×2 sem corte salarial.
O engajamento teve pico em 20 e 21 de maio, durante a votação. Outros momentos que puxaram o debate: envio do projeto em urgência em 15 de abril, 1º de Maio e a reação à emenda que adiava o fim da escala para 2036.
Para Leonardo Lima, chefe da 2L, a pressão digital ajudou a transformar o tema em “custo político real”. Ele cita o caso de sete deputados baianos que retiraram apoio à emenda de adiamento em 48h após repercussão negativa.
A consultoria prevê que o debate agora mire o Senado, com cobrança mais personalizada sobre senadores contrários. A segunda fase do estudo acompanha a tramitação.








