O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou nesta manhã por um procedimento para retirar uma lesão do couro cabeludo. Trata-se de um carcinoma basocelular, tipo mais comum e menos grave de câncer de pele.
A cirurgia foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No mesmo local, Lula também realizou um procedimento para infiltração no punho, para tratar uma tendinite. De acordo com a Presidência da República, ambas as intervenções são leves, não exigem repouso e não devem interferir na agenda do presidente.
Segundo informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o carcinoma basocelular surge em áreas expostas ao sol, como cabeça e pescoço, como pápulas peroladas ou feridas que não cicatrizam.
De acordo com a dermatologista Carla Genevcius, esse tipo de câncer de pele oferece baixo risco de metástase. “Tem uma agressividade local, porém baixa.”
O carcinoma atinge as células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.
A dermatologista explica que esse tipo de câncer surge a partir da exposição prolongada ao sol, que aos poucos condiciona uma mudança no padrão celular da pele. “O sol tem um efeito cumulativo, ou seja, a quantidade [de sol] que tomamos desde a infância vai se acumulando no que diz respeito aos danos à pele. Esses danos causam mutações no DNA da célula e favorecem o surgimento de oncogenes [que levam a tumores], na medida em que atrapalham os genes de supressão tumoral.”
A médica destaca que esse processo é lento e geralmente culmina com o aparecimento de lesões na fase idosa.
A lesão costuma se manifestar como uma ferida que não cicatriza, uma mancha avermelhada ou uma pequena elevação brilhante na pele, podendo crescer com o tempo. O tratamento é cirúrgico, com a retirada da lesão e de uma parte da pele não afetada (margem de segurança), segundo a especialista.









