A Câmara Municipal de Feira de Santana retomou nesta terça-feira, 16, a reforma do prédio anexo ao Legislativo, com prazo de seis meses para conclusão. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, vereador Marcos Lima, que destacou o objetivo de melhorar a estrutura de atendimento à população.
“Nós temos um prédio aqui próximo à sede da nossa Câmara Municipal que dará, com certeza, uma qualidade no atendimento ao cidadão, pois os vereadores são procurados dia e noite e aqui temos um lugar fixo para poder atender”, afirmou Lima durante a apresentação do projeto aos demais parlamentares.
Cronograma e custos, segundo o presidente
A obra será executada pela empresa Avante e está orçada em R$ 2,7 milhões, valor que cobre apenas a reforma estrutural. Mobília, ar-condicionado, gerador de energia e sistema solar ficarão para uma segunda etapa. “A obra está orçada em cerca de R$ 2,7 milhões, só a reforma do prédio, sem mobília, ar-condicionado… Isso tudo a gente vai ter que providenciar depois. Vamos trabalhar também para poder colocar gerador de energia e vamos colocar energia solar”, detalhou Lima.
O presidente disse ainda que pedirá agilidade à construtora: “Vamos pedir que eles trabalhem com o máximo de pessoas possível para adiantar o mais rápido possível a obra”.
Recursos garantidos e fiscalização técnica
Lima garantiu que a maior parte do recurso já está assegurada. “Parte desse recurso, em torno de 70% a 80% já está disponível, fizemos uma conta reservada, aplicada para poder gastar”, declarou.
Para acompanhar a execução, a Câmara contratou uma engenheira. “Eu não entendo de engenharia, os funcionários da Câmara também não. Então contratamos um profissional para acompanhar de perto”, explicou o presidente. Ele informou que a Avante foi a 6ª colocada entre 24 empresas na licitação e cumpriu todos os requisitos. “Tivemos informação que ela já fez outros serviços de outras câmaras e hospitais”.
Obra havia sido paralisada em 2024
A reforma do prédio anexo estava suspensa desde 2024. Primeiro, a Prefeitura interditou o projeto por falta de autorização do Executivo para intervir em imóvel de preservação. Depois, a então responsável, ART Projetos Construções e Serviços LTDA., foi alvo de sindicância por falhas na execução, com apontamento de prejuízo aos cofres públicos.
Em junho de 2026, a Justiça suspendeu as punições aplicadas à ART pela Câmara. Após o impasse, a nova gestão assinou ordem de serviço com a Avante para reiniciar os trabalhos.








